Termas de Trajano

Por Marcelo Albuquerque

As Termas de Tito e as Termas de Trajano localizam-se nas encostas do Esquilino, sendo um dos mais antigos exemplos de termas e banhos romanos da era imperial. Foram concebidas como adaptações para o uso público das casas de banho privadas de Domus Aurea de Nero, seguindo o projeto imperial de Vespasiano de devolver ao povo os espaços urbanos apropriados por Nero, sendo o Coliseu o grande edifício que simboliza essa transição. As ruínas são poucas e podem ser apreciadas em um passeio pela Viale del Monte Oppio, que conecta o Coliseu ao coração do Esquilino.

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Planta das Termas de Trajano. Fonte: Wikipedia. https://fr.wikipedia.org/wiki/Thermes_de_Trajan. Acesso em: 12 set. 2016.

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Termas de Trajano, visto a partir do Norte, segundo o
Modelo de Gismondi. Fonte: Wikipedia. https://fr.wikipedia.org/wiki/Thermes_de_Trajan. Acesso em: 12 set. 2016.

As Termas de Trajano foram erguidas ocupando construções anteriores, como a Domus Aurea e as Termas de Tito. O arquiteto foi Apolodoro de Damasco, o mesmo construtor dos Mercados de Trajano. Elas estão dispostas em um eixo norte-sul, girado em 36° em relação ao norte, de forma a aproveitar a luz e o calor solar.

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Ruínas das termas de Trajano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Coliseu

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Por Marcelo Albuquerque

O Anfiteatro Flaviano, conhecido como O Coliseu, talvez a mais emblemática construção romana, foi iniciado por Vespasiano em 72 e inaugurado em 80 por seu filho Tito Flávio (79 – 81). Foi terminado por Domiciano entre 81 a 96. É o maior anfiteatro romano já construído e se tornou o símbolo da própria Roma. Estima-se uma capacidade para 50.000 a 80.000 espectadores. O edifício forma uma elipse com perímetro de 527 m, com eixos medindo aproximadamente 187 e 156 m. A arena medida cerca de 86 × 54 m, e altura atual atinge 48,5 m, mas originalmente possuía 52 m. Assim como o Arco de Tito, o trabalho foi financiado com as receitas resultantes de impostos e despojos do saque do Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C.

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Anfiteatro Flaviano, o Coliseu, visto a partir das encostas do Esquilino, local da antiga Domus Aurea de Nero. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Anfiteatro Flaviano, o Coliseu. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

A área construída foi o vale entre o Fórum e o Celio, no local do lago artificial da Domus Aurea de Nero. A demolição dos edifícios e da imagem de Nero foi parte de uma política de Estado devido ao seu desastroso e infame governo, e o Coliseu seria uma excelente oportunidade do império devolver à Roma o terreno usurpado por Nero com um edifício de gigantesco apelo popular. Vespasiano drenou o lago e lançou as bases do anfiteatro, vindo a morrer em 79. Tito acrescentou novas fileiras de assentos e o inaugurou com cem dias de jogos, em 80, em homenagem à Vespasiano. Logo depois, o segundo filho de Vespasiano, Domiciano, completou o trabalho. Acredita-se que o anfiteatro comportava, no início, naumaquias, ou seja, batalhas navais encenadas na arena, com águas desviadas do Acqua Claudia, antes da construção dos hipogeus para abrigar os gladiadores, condenados e animais selvagens, além dos sistemas de elevadores que elevavam as atrações do hipogeu para as areias da arena.

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Pollice Verso por Jean-Léon Gérôme, 1872. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Coliseu. Acesso em: 14 set. 2016.

O nome Coliseu é derivado da estátua gigante que representaria o próprio imperador Nero, mas que foi preservada durante a demolição do palácio do mesmo, a Domus Aurea, reformada para representar a imagem do deus Sol Invictus. O colosso foi transferido de seu local original para se assentar em frente ao templo de Vênus e Roma durante o império de Adriano.

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Vista interna do Coliseu. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Teatro romano

Arco de Tito

Por Marcelo Albuquerque

Saindo do Coliseu em direção ao Fórum Romano, encontra-se o Arco de Tito, construído em 81 d.C. pelo imperador Domiciano. Como vimos anteriormente, um arco de triunfo é uma estrutura monumental, com um ou mais arcos, para celebrar um importante evento relacionado a conquistas políticas, cívicas e militares. O arco comemora a conquista de Jerusalém pelo irmão de Domiciano, Tito, em 79 d.C. A conquista de Jerusalém resultou na destruição do Templo de Salomão, restando apenas os alicerces, conhecidos como o famoso Muro das Lamentações. Outra consequência da conquista foi a Diáspora dos Judeus, momento em que a nação judia se espalha pelo Ocidente e perde definitivamente o poder sobre a Terra Santa, até a criação do Estado de Israel, em 1948. A Via Sacra do Fórum Romano passa sob o Arco de Tito e se estende por todo o monumental fórum. A estrutura consiste em dois grandes pilares ligados por um arco, coroado com ático, que possui inscrições cívicas comemorativas, e no topo havia uma quadriga em triunfo. É decorado com frisos em relevos esculpidos e dedicatórias. Suas meias-colunas compósitas movimentam a fachada da estrutura.

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Arco de Tito, 81 d.C., Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Durante o século XIX as feições originais do Arco de Tito foram sendo restabelecidas e restauradas. Entre os elementos ornamentais, destacam-se a pedra da chave do arco, ou pedra angular, em forma de voluta, duas Vitórias aladas nos tímpanos do arco, a cornija ricamente adornada com mísulas e dentículos e os caixotões em relevo da abóbada. No centro da abóbada encontra-se um relevo com a apoteose de Tito. O ático do arco foi originalmente coroado provavelmente com uma quadriga dourada, e encontra-se a inscrição:

SENATVS

POPVLVSQVE · ROMANVS
DIVO · TITO · DIVI · VESPASIANI · F (ILIO)

VESPASIANO · AVGVSTO

(O Senado e o povo romano ao Divino Tito Vespasiano, filho do Divino Vespasiano)

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Arco de Tito, 81 d.C., Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Arco de Tito, 81 d.C., Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Frisos internos do Arco de Tito, 81 d.C., Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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